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Sono e Doença CardioVasculares


O tratamento da apnéia diminui o risco de morte em 40%", a Síndrome de Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS), que ocorre em mais de 5% da população, é a principal causa de hipertensão secundária, sendo a obesidade um fator de risco importante para o seu desenvolvimento.

 

E uma vez que cresce o número de obesos no mundo, aumenta também o risco de desenvolver apnéia do sono, podendo chegar a 30%.

 

O distúrbio é caracterizado por repetidas oclusões da faringe posterior durante o sono, provocando obstrução da passagem do ar.

 

Ocorre a queda do oxigênio na circulação, seguida de um despertar breve para a retomada da respiração normal.

 

A baixa do oxigênio circulante está relacionada ao aumento da liberação de adrenalina que, associada à liberação de substâncias pró-inflamatórias e fatores pró-trombóticos, favorecem a aterosclerose, o entupimento das artérias e a hipertensão arterial.

 

O sistema circulatório é afetado em três regiões:

 

  • No vaso sangüíneo, endurecendo a parede das artérias (aterosclerose);
  • Na circulação, aumentando a viscosidade do sangue (aumento da agregação plaquetária);
  • Diretamente no coração, facilitando o aparecimento de arritmias cardíacas, infarto agudo do miocárdio e até falência cardíaca.

 

Estudo recente demonstra que após 7 anos, 16% das pessoas que não trataram a apnéia desenvolveram doenças cardiovasculares e que, em outro grupo de apneicos estudados, após 15 anos, pode-se observar redução do óbito em 40% do grupo que tratou em relação ao grupo que não tratou a apnéia", conforme estudos publicados recentemente no European Respiratory Journal (Eur Respir J. 2006 Sep;28(3):596-602 e Eur Respir J. 2002 Dec;20(6):1511-8)

 

Pesquisas também revelam que os pacientes hipertensos com apnéia que trataram o problema com aparelho CPAP*, que gera pressão positiva de ar nas vias aéreas, reduziram em 2.5 pontos a pressão arterial sistólica e 1.8 a pressão diastólica (Hypertension. 2007 Aug;50(2):417-23l).

 

Isso demonstra que o tratamento da apnéia do sono vai muito além da melhora da sonolência diurna. É capaz de mudar a história natural da doença, prevenir doenças cardiovasculares e melhorar a qualidade de vida a longo prazo.

 

O ronco como principal sinal de alerta para a apnéia do sono e indicando a polissonografia como o exame para diagnosticar o problema, devendo ser realizado em todos os pacientes hipertensos, principalmente nos que se queixam de sonolência durante o dia.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Sono

 

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